segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Autora:  Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 223
Ano: 2009


     Hercule Poirot, detetive particular e oficial aposentado da polícia belga, toma o Expresso Tauros para Istambul, mas quando chega ao hotel recebe uma mensagem pedindo que voltasse imediatamente a Londres. Já no Expresso pouco depois da meia - noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano.
   Na primeira noite que Poirot passa na primeira classe, ele observa alguns acontecimentos estranhos. No meio da madrugada, Poirot é despertado por um grito, vindo do compartimento de Ratchett, próximo ao dele. Poirot sente dificuldade de dormir, porque há um silêncio característico no trem.
     Na manhã seguinte, com o trem ainda imobilizado, M. Bouc informa a Poirot que Ratchett tinha sido assassinado, e o assassino ainda estava a bordo do trem. Poirot diz ao seu amigo que investigará o caso.
    Primeiramente, ele examina o corpo de Ratchett e a sua cabine, acompanhado pelo Dr. Constantine, um médico grego que viajava no mesmo carro de M. Bouc. Ratchett tinha sido apunhalado doze vezes e os ferimentos eram estranhamente diferentes uns dos outros, embora tivessem provavelmente sido feitos com a mesma faca. A janela da cabine estava aberta, presumivelmente para fazer os investigadores pensarem que o assassino tinha escapado por ali. No entanto, não há pegadas na neve do lado de fora do trem. Diversos objetos são encontrados na cabine: um lenço feminino, bordado com a inicial "H"; um limpador de cachimbo; um fósforo redondo diferente dos usados por Ratchett e um pedaço de papel meio queimado, com o nome "Armstrong" escrito.
  Poirot ,então, começa a interrogar as pessoas que estavam no vagão. Os demais passageiros são interrogados e todos dão a Poirot sólidos álibis sobre a noite do crime. Alguns pontos suspeitos são levantados durante as entrevistas. Muitos passageiros afirmam ter visto uma mulher usando um robe vermelho passando pelo corredor, mas ninguém admite ter um robe vermelho.
     Poirot revista a bagagem dos passageiros. Durante o exame, ele nota algumas coisas interessantes: a etiqueta na bagagem da Condessa Andrenyi está úmida, um uniforme de condutor da Wagon Lit é encontrado na mala de Hildegarde Schmidt e o robe vermelho surge na própria cama de Poirot. Ele toma isso como um sinal de desafio do assassino. Depois da revista, Poirot senta-se e pensa sobre o caso, entrando numa espécie de transe. Depois de um longo tempo, ele subitamente volta à atividade, afirmando ter solucionado o caso. 
     No entanto, antes de dar suas explicações, ele manda chamar várias pessoas e revela suas verdadeiras identidades. Poirot descobre que a Condessa Andrenyi é Helena Goldenberg, tia de Daisy Armstrong. Seu marido, o Conde Andrenyi, tinha manchado a etiqueta na bagagem e seu nome no passaporte numa tentativa de ocultar a identidade da sua esposa. O robe vermelho também lhe pertence. A Condessa jura inocência; Poirot não se manifesta e prossegue nas suas revelações. Mary Debenham tinha sido a governanta de Daisy Armstrong; Antonio Foscarelli, o motorista da família; Masterman, o criado da casa; e Greta Ohlsson, a enfermeira de Daisy. A Princesa Dragomiroff pede seu lenço de volta a Poirot, o mesmo que tinha sido encontrado na cabine de Ratchett. Ela era amiga da família Armstrong. De uma forma ou de outra, todas as pessoas na primeira classe tinham alguma ligação com Daisy Armstrong ou sua família.
   Poirot reúne todos os passageiros no vagão - restaurante e propõe duas soluções possíveis. A primeira solução era que um estranho tinha entrado no trem na estação de Vincovci, disfarçado de condutor, e matado Ratchett. Tanto o Dr. Constantine quanto M. Bouc protestam, pois esta solução tinha inúmeras falhas, apontadas anteriormente pelo próprio Poirot.
     O detetive diz para não descartarem esta hipótese tão depressa e dá a segunda solução. Doze das treze pessoas no vagão tinham formado uma espécie de júri e matado Ratchett como vingança pela morte de Daisy. Poirot descreve detalhadamente a seqüência dos acontecimentos, bem como sua linha de raciocínio. Após um longo silêncio, a Sra. Hubbard - que na verdade era a atriz Linda Arden, avó de Daisy - admite que a segunda solução era verdadeira. Poirot sugere que M. Bouc e o Dr. Constantine contem a primeira solução à polícia para proteger a família. Eles acatam a sugestão de Poirot.


Opinião pessoal: "Eu amo esse livro, não só pelo fato de ser romance policial, mas pelo fato de como Christie consegue escrever uma trama maravilhosa, revelando o verdadeiro mistério nas últimas páginas do livro. É simplesmente mágico de se ler."

* Dani Borgo *

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